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Botox pode transformar em pesadelo
o sonho da juventude eterna
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Nicole Kidman nasceu linda, olha o que o botox fez e
o preenchimento dos lábios: ela não precisava disso.
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Por Carlos Lo Prete
São Paulo, 28 (AE) - O desejo de prolongar a juventude do rosto se tornou mais próximo da realidade com as cirurgias plásticas em geral e com o botox em particular. A famosa injeção atenua rugas e marcas da idade, oferecendo resultado satisfatório a quem utiliza com moderação este recurso e procura profissionais bem qualificados. O uso exagerado, entretanto, pode transformar o sonho em pesadelo, deixando muitas vezes o rosto sem expressão e, em alguns casos extremos, até mesmo deformado.
Recentemente, a Agência de Controle de Remédios dos EUA (Food and Drug Administration, FDA) divulgou estudos demonstrando "sistemáticas reações adversas" em alguns usuários da toxina botulínica, entre elas problemas respiratórios e eventualmente morte. Também foram relatados efeitos como dores de cabeça, fraqueza muscular e náusea.
De acordo com o FDA, estes sintomas apresentados são típicos do botulismo, doença causada pela toxina botulínica, que é o princípio ativo do Botox. Isso acontece, de acordo com a autoridade norte-americana, quando a toxina se espalha pelo corpo para além do local específico onde foi injetada.
O efeito estético da injeção de Botox se dá na paralisação do músculo de determinada região do rosto, removendo a ruga, que é resultante justamente da retração do músculo. O procedimento tem durabilidade média de seis meses e, após este período, os pacientes voltam ao consultório para novas injeções.
O problema é que, atualmente, muitas pessoas, principalmente mulheres, tornaram-se obcecadas pelo mito da eterna juventude e acabaram "viciadas em botox". Por conta disso, o FDA recomenda que o medicamento não seja administrado no paciente em um intervalo inferior a cada três meses.
Para quem está interessado em fazer uma aplicação, algumas medidas ajudam a conferir mais segurança ao procedimento, como por exemplo certificar-se de que o médico é bem qualificado e especializado em cirurgia estética da pele da face. Além disso, é importante esclarecer todas as dúvidas e informar-se sobre os riscos envolvidos no processo.
Fonte: Yahoo
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Fora de Moda
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Governo francês protegerá modelos da "apologia à magreza extrema"
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Paris, 27 fev (EFE).- O Governo francês adotará medidas para proteger as modelos, com a assinatura de uma carta junto aos profissionais do setor da moda e da imagem, e reprimirá a "apologia à magreza extrema", anunciou hoje, em reunião semanal.
O Conselho de Ministros estudou os detalhes de um plano para favorecer a saúde dos jovens, com determinações em diversos âmbitos.
Um dos eixos será a luta contra a anorexia, dentro do qual as autoridades promoverão, em breve, a assinatura de um documento por parte do setor que se baseia na imagem do corpo como instrumento de trabalho e, a este respeito, reforçará a proteção das modelos, principalmente se forem menores de idade.
A inspeção de trabalho será mobilizada com esse objetivo, e haverá medidas para evitar qualquer manifestação que possa ser entendida como apologia à anorexia e à magreza exagerada.
O Gabinete analisou também a adoção de medidas para evitar que os menores possam ter acesso a bebidas alcoólicas e para promover uma alimentação equilibrada, com a criação do Observatório da Qualidade Alimentar.
Os jovens que estiverem em situações familiares difíceis e que os tornem vulneráveis poderão ter acesso a "casas para adolescentes" que serão criadas a partir de 2010 e contarão com o apoio de profissionais de diversas especialidades.
Uol
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Nutella: Propaganda Enganosa
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LONDRES (AFP) - A autoridade britânica de supervisão da publicidade, a ASA, considerou nesta quarta-feira "enganoso" o anúncio publicitário veiculado na televisão do creme de avelã Nutella, da companhia italiana Ferrero, e proibiu sua difusão em sua forma atual.
A publicidade exagerou "de maneira enganosa" a contribuição do produto para um café da manhã balanceado, considerou a Advertising Standards Authority.
Muitos consumidores se queixaram com a autoridade de que este anúncio, indicando principalmente que "cada pote contém 52 avelãs, o equivalente a um copo de leite desnatado com um pouco de achocolatado", não indicava claramente seu nível elevado de açúcar e de gordura.
"Se pequenas quantidades de açúcar e gordura podem ser recomendadas como parte de uma alimentação equilibrada, consideramos que a Nutella tem um conteúdo elevado de açúcar e gordura", concluiu a ASA após uma verificação.
Em um comunicado, a filial britânica da Ferrero respondeu que modificará seu anúncio publicitário, assegurando que não tinha em hipótese alguma a intenção de enganar os consumidores e que os havia informado claramente a respeito dos ingredientes e do valor nutricional da Nutella, que é indicado nas embalagens ou em seu site na internet.
Fonte:Yahoo
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Câncer de intestino, previna-se.
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A escocesa Gillian Mckeith elevou o vaso sanitário a estrela de um programa de TV e conseguiu chamar atenção para o câncer de intestino, o segundo de maior incidência nos grandes centros
Imagens da campanha inglesa de prevenção do câncer de intestino, que tem como porta-voz Gillian McKeith
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por Marianne Piemonte
e Paulo Ribeiro
Quem ainda não viu, já ouviu falar daquela senhora que aparece na tevê mexendo no cocô alheio com um palito de sorvete. Trata-se da nutricionista holística escocesa Gillian McKeith, 40, do programa "Você É o que Você Come", transmitido no Brasil pela GNT e em mais 34 países.
Apesar de provocar ojeriza em muitos espectadores, o programa tornou-se um hit no Reino Unido e a apresentadora virou porta-voz da campanha "Don't blush, look before you flush" ("Não core, olhe antes de dar descarga"), que promove ações para prevenção do câncer de intestino. Não por acaso, o assunto ganha mais espaço. Esse é o segundo tipo de tumor maligno que mais acomete homens e mulheres nos centros urbanos do mundo.
Apesar do trabalho malcheiroso -ela mesma conta que chega a usar até três máscaras durante uma visita-, Gillian tornou-se uma celebridade. As pessoas fazem fila e mandam cartas para receber suas visitas em casa. Tanta fama gerou polêmica no "Guardian", tradicional jornal inglês. Ben Goldacre, médico que escreve semanalmente a coluna intitulada "Bad Science" (Má Ciência), travou dois rounds com a loira sobre os métodos pouco ortodoxos de Gillian ao tratar questões médicas.
A Revista teve uma instrutiva e divertida conversa com a nutricionista por telefone. Ao final, Gillian mandou um recado: "Se seu trânsito intestinal vai bem, antes de dar descarga, dê tchau ao seu cocô e um tapinha no bumbum para congratulá-lo. Isso, sim, é ter saúde!" Como diriam os ingleses: "cheers".
Por que e quando você começou a trabalhar com nutrição? Estava sofrendo com minha saúde e fui diagnosticada erroneamente inúmeras vezes. Na época, vivia com uma enxaqueca interminável. Foi um guru espiritual que teve a habilidade de ver dentro do meu corpo. Sei que soa maluco, até eu mesma achei na época, mas ele me orientou a seguir o caminho da alimentação saudável. Foi essa iluminação que me fez perceber que queria me especializar no campo de saúde e nutrição.
Por que analisar cocô?
Em minha clínica, tenho usado cocô como parte analítica de meus clientes por 15 anos. É parte vital no método de tratamento. Preciso ver o cocô para obter uma visão geral do que acontece no organismo deles.
Por que é necessário olhar as fezes antes de dar descarga? Para ver como está a cor, tamanho, formato, textura e cheiro. É uma análise que fala muito de sua digestão e do que se passa no seu organismo. Você deve olhar sem medo ou vergonha.
O que podemos observar sobre a saúde com tal tipo de análise? O estado do fígado, a hidratação do corpo, o tipo de comida que se está comendo e a qualidade da digestão. Se a mastigação é apropriada, se faltam nutrientes em seu corpo, se há bactérias ruins ou deficiência em alguns tipos de gorduras vitais ao organismo. Vermes, parasitas, problemas no cólon. A lista é longa. Cocôs muito malcheirosos, que deixam marcas na privada, são problemáticos. Assim como em bolinhas, pálido, mole, fino ou despedaçado.
O que se deve analisar?
Deve-se ver se há pedaços de alimentos, se vai bem com a descarga ou se bóia. Quantas vezes você se limpa com o papel higiênico? Se passar mais de cinco vezes o papel é sinal de que precisa de mim. Olhar o cocô pode salvar a sua vida. Sangue nas fezes pode ser hemorróida ou algo mais sério. Os participantes do programa que têm o cocô mais fedido são os que comem sempre "junk food". Geralmente, tenho que usar três máscaras e, ainda assim, o cheiro é horrível.
Como deve ser o cocô perfeito?
Deve ter cor de castanha-da-índia. Preto ou amarelo não me deixa feliz. Deve ter o formato de salsicha. O ideal é que fique atado ao bumbum assim que alcança a água. Um bonito, longo e grosso cocô. Não deve ser muito fino nem ter um cheiro forte, daqueles que fazem você sair correndo do banheiro. Não deve haver pedaços de comida ou ser muito quebrado.
Qual o segredo para o intestino funcionar bem?
Os alimentos que ingere, quanto de água toma-se diariamente e exercícios. Uma boa sugestão é tomar um copo de água morna toda manhã, seguido por uma xícara de chá de urtiga e uma salada de frutas. Também ensino meus pacientes a abaixar lentamente (como se fossem ficar de cócoras), antes de se sentarem no vaso. Isso irá criar o movimento de ondas no intestino para que o cocô saia confortavelmente. Outra idéia é arrumar um banquinho de 30 cm de altura. Coloque os pés no banco quando sentado na privada, isso estimula uma posição que proporciona evacuação completa. Se não tiver o banquinho, use pilhas de jornal.
Como seus amigos e familiares reagiram quando começou a analisar cocô em rede nacional?
Minha mãe ficou horrorizada e me telefonava para dizer que eu estava acabando com os jantares dela. Uma das minhas filhas fica muito envergonhada quando vai à escola no dia seguinte ao programa, pois os amigos sempre dizem 'sua mãe estava cheirando cocô de estranhos ontem à noite!', mas ela entende que é em prol de uma boa causa.
Fonte: Folha Online
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Células de Gordura
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Importância do descanso de recuperação do exercício.
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O corpo humano necessita de atividade física assim como necessita de descanso para que haja um perfeito funcionamento de suas funções vitais no decorrer dos anos de vida de cada indivíduo. Ou seja, é necessário que haja um equilíbrio entre desgaste e reposição para boa manutenção do estado físico e funcional do corpo. Assim sendo, vamos analisar a importância do descanso após a atividade física no que diz respeito ao corpo, em sua forma estrutural e fisiológica.
Quando o corpo realiza qualquer função - seja física, fisiológica, ou mental – há um gasto energético para que isto ocorra. Ou seja, o nosso corpo utiliza um combustível chamado ATP (adenosina trifosfato) para qualquer ação que ele realiza. Esse gasto energético ocorre pela utilização da energia livre de um fosfato inorgânico liberado pela quebra do ATP, que posteriormente passa a se chamar ADP (adenosina difosfato), pois o ATP perde um fosfato, então para que esse ADP se restaure a forme outro ATP é necessário que o corpo humano disponha de substratos energéticos (fontes alimentícias) e repouso.
Os substratos energéticos são provenientes dos alimentos, ou dos suplementos, e são eles os carboidratos (glicose), as proteínas (aminoácidos) e os lipídeos ou gorduras (ácidos graxos) - os substratos provenientes dos suplementos são absorvidos em menor tempo e com maior facilidade pelo nosso organismo.
Numa escala gradativa de utilização de substratos energéticos pelo corpo humano, primeiro se utiliza o ATP (duração aproximada de 3 a 6 segundos), depois a fosfocreatina (que é responsável pela resíntese (reconstrução) do ATP, e tem duração de 10 a 15 segundos aproximadamente), depois o organismo solicita a utilização das reservas de glicose, principalmente a hepática (armazenada no fígado) e sanguínea, e glicogênio muscular (armazenado nos músculos). A energia proveniente da glicose, resintetiza o ATP permitindo prolongar o exercício físico por alguns minutos, levando em consideração que quanto mais intensa for à atividade menor será o tempo de duração da mesma, pois o corpo entrará em fadiga.
Acabando essas reservas energéticas e o corpo estando ainda em atividade, e havendo um equilíbrio entre o consumo e o gasto de oxigênio, o organismo começa a utilizar-se de gordura, mais precisamente triglicerídeos, para prolongar a atividade física por mais tempo; caso não haja o equilíbrio entre o gasto e consumo de oxigênio, o corpo entra em fadiga e ocorre a interrupção do exercício.
Deve-se levar em consideração que o organismo tem duas fases distintas: o catabolismo (que é o consumo (gasto) de energia) e o anabolismo (que é a síntese (estoque) de energia), e quando estamos realizando uma atividade de qualquer natureza o evento que ocorre é o catabolismo, e quando estamos em repouso, no momento de descanso, ou durante o sono, o evento que ocorre é o anabolismo. (Veja o artigo Anabolismo x Catabolismo)
Então, quando utilizamos estas informações para uma melhor performance no treinamento, podemos chegar à conclusão que o descanso, ou repouso, é tão importante quanto o treinamento. Dito isto pelo fato de que enquanto treinamos não estamos ganhando nada, na verdade estamos perdendo, estamos catabolizando energia, destruindo nossas fibras musculares, gastando nossas reservas energéticas, estamos gerando estresse muscular para durante o repouso, ou período de recuperação, termos o momento do anabolismo, de recuperação dos substratos energéticos gastos durante a atividade física, e a reconstrução das fibras musculares lesionadas.
A fase de anabolismo é melhor aproveitada pelo organismo se houver uma dieta de supercompensação, ou seja, ao termino da atividade física até quatro horas após, deve-se ingerir carboidrato (ou hipercalórico) e proteína (ou aminoácido), que são respectivamente responsáveis pela restauração das reservas de ATP e reconstituição das fibras musculares.
O período de recuperação existe durante o treinamento diário, ou seja, entre as séries de um mesmo exercício e entre diferentes exercícios contidos em nosso programa de treinamento. Assim como também ocorre entre os diferentes dias de treinamento, onde podemos ter um período de recuperação de 24, 48, ou 72 horas, dependendo do tipo de treinamento prescrito para cada indivíduo. Porém quem deve determinar este período é o professor de musculação, que é o profissional de educação física com conhecimentos de musculação, treinamento desportivo, fisiologia e outras áreas estudas no período de graduação deste profissional.
A freqüência do treino depende da divisão da rotina de treinamento. Para iniciantes, três sessões semanais trabalhando o corpo inteiro geralmente são o mais indicado; sessões separadas por um intervalo de 48 horas parecem ser adequadas para uma boa recuperação. Sistemas de treinamento de três ou mais dias consecutivos, seguidos por um dia de descanso, são característicos de fisiculturistas, ou praticantes veteranos que estão próximos ao ápice de desenvolvimento da hipertrofia muscular.
Segundo Tesch (1994), realizar duas sessões de treinamento para cada grupo muscular (por semana) é suficiente para induzir uma resposta adaptativa ótima para hipertrofia muscular.
No entanto, quando o número de sessões aumenta, é necessário um planejamento mais detalhado para que haja uma recuperação adequada, dividindo assim os músculos a serem trabalhados em dias diferentes. Para treinos intensos, muitos praticantes adotam intervalos superiores a 48 horas para cada grupo muscular, porém a resposta individual nesse caso é o que mais importa.
Uma das variáveis mais negligenciadas durante o planejamento do treino é o tempo de descanso entre as séries e os exercícios. Os intervalos nem sempre são respeitados, principalmente em academias, onde muitas vezes a conversa demasiada ou a pressa de ir embora faz com que essa variável seja desprezada. Entretanto, temos que nos atentar a esse importante item, pois ele pode ter um papel decisivo em relação ao objetivo do praticante.
Para que se possa atingir o objetivo de forma plena, é necessário que haja o respeito dos intervalos, pois eles proporcionarão a faixa média ideal de recuperação para cada objetivo.
Segundo McArdle (et al), para treinar o sistema de energia glicolítico a curto prazo (sistema prioritário utilizado no treinamento de força e hipertrofia), o intervalo de recuperação é o dobro do intervalo de trabalho, ou uma relação de 1 para 2. Essas relações específicas de trabalho e recuperação para treinamento anaeróbico permitem supostamente uma restauração suficiente dos fosfatos intramusculares (ATP) e/ou a remoção suficiente do ácido láctico (resíduo químico derivado da quebra do ATP na ausência de oxigênio), de forma a permitir que a próxima sessão de exercício possa prosseguir sem qualquer fadiga ou com fadiga mínima.
Diminuir o intervalo entre as séries e os exercícios também é uma forma de intensificar o treino, pois fazendo essa manobra há redução no tempo de recuperação, tornando o treino mais cansativo. Com a diminuição do intervalo entre as séries, o que pode ser modificado são as repetições máximas, visto que com o maior intervalo é possível utilizar mais peso, pois o tempo de recuperação acaba sendo maior. Já com o intervalo menor, os pesos são menores, porém o treino se torna mais intenso metabolicamente e a concentração de lactato pode ser maior, criando um ambiente mais propício para um treino de hipertrofia.
Abaixo vemos uma recomendação do período de recuperação semanal, e entre séries e exercícios durante um programa de treinamento:
- Força – freqüência semanal: 2 – 3 dias para o mesmo grupo muscular (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 48 a 72 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve ser igual ou maior que 3 minutos.
- Hipertrofia – freqüência semanal: 1-3 dias para o mesmo grupo (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 48 a 72 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve ser igual ou menor que 1,5 minuto.
- RML - freqüência semanal: maior que 3 dias para o mesmo grupo muscular (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 24 a 48 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve de 30 segundos a 2 minutos (caso for acima de 30 repetições).
- Potência - freqüência semanal: 2 dias para o mesmo grupo muscular (*depende do grau de treinabilidade do praticante, da intensidade e do volume de treinamento); intervalo entre as sessões é de 48 a 96 horas em média; intervalo entre as séries e os exercícios deve ser maior que 3 minutos.
Com o treinamento regular intenso e prolongado, sem um período de recuperação adequado, certos praticantes experimentam a síndrome de supertreinamento (overtraining), ou “fadiga”. Como resultado, fica deteriorada a realização do exercício normal. Pois o indivíduo apresenta uma dificuldade cada vez maior de recuperar-se após uma sessão de treino.
A condição de supertreinamento é mais que uma simples incapacidade temporária de treinar com a intensidade habitual ou de um ligeira queda no nível de desempenho durante o treinamento; pelo contrário, envolve uma fadiga mais crônica evidenciada tanto durante as sessões de exercícios quanto nos períodos subseqüentes de recuperação. Está associado também com um desempenho sistematicamente precário na realização dos exercícios, infecções freqüentes e um mal estar geral e falta de interesse no treinamento de alto nível. As lesões por uso excessivo também são mais freqüentes no estado de supertreinamento, assim como insônia, perda de peso, estado de humor perturbado, caracterizado por fadiga geral, depressão e irritabilidade.
Segundo Wilmore, apesar das causas da quebra no desempenho não serem totalmente compreendidas, o supertreinamento freqüentemente parece estar associado aos períodos de excesso de treinamento. Quando a carga de treino é muito intensa ou o volume de treinamento ultrapassa a capacidade do corpo de recuperação e de adaptação, o organismo apresenta mais catabolismo (degradação) do que anabolismo (acúmulo).
McArdle e colaboradores citam que a periodização apropriada do treinamento contribui de maneira significativa para prevenir a síndrome de supertreinamento. Mais especificamente, professores e praticantes terão que proporcionar uma recuperação adequada durante os ciclos de treinamento mais intenso. Salienta ainda que a nutrição torna-se particularmente importante durante o treinamento árduo, devendo ser enfatizado especialmente o reabastecimento de glicogênio (tempo de recuperação suficiente com a suplementação de carboidratos dietéticos) e a reidratação.
Como conclusão deste estudo, vimos que o período de recuperação é essencial para recuperação das reservas de substratos energéticos e das taxas de oxigênio, prevenção de lesões e otimização do treinamento de alto rendimento.
Referências Bibliográficas:
McArdle, W. D.; Katch, F. I.; Katch, V. L. FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1998.
Pollock, M. L. E Wilmore, J. H. EXERCÍCIOS NA SAÚDE E NA DOENÇA, Avaliação e prescrição para prevenção e reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Médica e Científica Ltda., 1993.
Rodrigues, Carlos Eduardo Cossenza, e Carnaval, Paulo Eduardo. MUSCULAÇÃO: teoria e prática. 21. ed. - Rio de Janeiro: Sprint, 1985.
Tesch, P. A. Training for bodybuilding. Strength and power in sport. P.V. Komi (Ed.) Oxford: blackwell Science, 1994.
Uchida, M.C. et al. Manual de musculação: uma abordagem teórico-prática do treinamento de força. 2.ed. – São Paulo:Phorte 2004.
Anexos:
Quadro: O tempo necessário para a conclusão de alguns processos bioquímicos no período de descanso (Volkov, 1986).
PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO
Das reservas de O2 do organismo 10 a 15 seg.
Das reservas anaeróbio nos músculos 02 a 05 min.
Eliminação do ácido lático 30 a 90 min.
Ressíntese das reservas intra-musculares de glicogênio 12 a 48 horas
Das reservas de glicogênio no fígado 12 a 48 horas
Por:
Raphael Lorete – CREF 9576-G/RJ
Graduado em Educação Física
Pós-Graduado em Musculação e Personal Trainner
Graduando em Fisioterapia
Artigo Exclusivo Saúde na Rede
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Radicalizou no Restaurante Vegetariano
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Obesidade, doença da civilização
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O padrão de beleza feminino nos dias de hoje Gisele Bündchen, Angelina Jolie Você se encaixa nesta lista?
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A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery ISAPS) fez recentemente a seguinte pergunta aos cirurgiões plásticos: Que influência as pessoas famosas têm sobre as decisões tomadas pelos pacientes?
O questionamento foi enviado a mais de 20 mil cirurgiões plásticos em 84 países. Solicitou-se que os profissionais conectassem nomes de pessoas famosas a 11 procedimentos populares para homens e mulheres.
As respostas revelaram as tendências sobre o padrão de beleza atual. Seios e lábios foram as principais categorias das escolhas femininas influenciadas por mulheres famosas, seguidos por nádegas, nariz e abdômen. A seguir, seguem as categorias em ordem de popularidade, segundo a sondagem da entidade: Seios: A mais mencionada foi Pamela Anderson, seguida pela modelo Gisele Bündchen, pela cantora Britney Spears e pela apresentadora Xuxa. Os cirurgiões relataram que esta pergunta gerou comentários negativos por parte das pacientes.
Um percentual significativo dos médicos entrevistados relatou que as mulheres, muitas vezes, mencionaram celebridades com as quais não queriam ficar parecidas. Pamela Anderson também liderou este grupo, seguida por Dolly Parton e Victoria Beckham.
Lábios: Angelina Jolie foi a líder. A referência alternativa foi Julia Roberts.
Nádegas: Jennifer Lopez teve uma votação gigantesca. Outras escolhidas foram a atriz Juliana Paes e as americanas Halle Berry e Sandra Bullock.
Nariz: O nariz de Nicole Kidman foi franco favorito entre as mulheres de todo o mundo. Opções secundárias foram Julia Roberts, Jennifer Aniston, Xuxa e, em uma homenagem às belezas clássicas, Grace Kelly e a Princesa Mary da Dinamarca.
Abdômen: A escolha preferencial entre as mulheres de todo o mundo foi Gisele Bündchen, seguida de perto por Shakira, Demi Moore, Britney Spears (no início da carreira) e a mexicana Thalia.
Olhos: Angelina Jolie foi a favorita nesta categoria. Catherine Zeta-Jones, Demi Moore, Michelle Pfeiffer e Salma Hayek também se destacaram. Houve várias referências a Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Catherine Deneuve e Greta Garbo.
Bochechas: A mulher mais mencionada foi Sophia Loren, seguida por Michelle Pfeiffer, Nicole Kidman, Angelina Jolie e Marilyn Monroe.
Pernas: Esta categoria teve um empate triplo: Tina Turner, Sharon Stone e Cameron Diaz, seguidas por Jennifer Lopez.
Cabelo: A mais mencionada foi Gisele Bündchen, seguida de perto por Jennifer Aniston e Julia Roberts.
Queixo: Entre as mulheres citadas, estiveram Sonia Braga, Nicole Kidman, Julia Roberts e Charlize Theron.
Testa: As líderes foram Nicole Kidman, Madonna, Elizabeth Taylor e Oprah Winfrey.
Beleza ao seu alcance
Além do padrão de beleza idealizado pelas mulheres, a sondagem da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética revela a necessidade urgente de mais investimentos em informação sobre os motivos que levam alguém a se submeter a uma cirurgia plástica, e conseqüentemente, como deve ser feita a escolha do cirurgião plástico. Requisitos como formação, capacitação, experiência profissional e as afiliações de um cirurgião devem ser consideradas pela paciente, para que esta possa tomar decisões bem-informadas e saber o que esperar de uma cirurgia plástica.
De fato, os recursos para exibir-se linda e mais jovem são inúmeros e tentadores: dos tratamentos estéticos aos alongamentos capilares, passando pelo botox e cirurgias de pequeno, médio e grande porte. É inegável que tudo isto traz satisfação, prazer, segurança. Porém, quando esse desejo se manifesta de uma forma exagerada e deturpada - como a vontade de se parecer com a artista X ou Y - é preciso se policiar.
Só existe uma maneira de ser feliz com a própria imagem: não se comparar com ninguém, respeitar os próprios traços e limitações, ter bom senso e prezar a harmonia do conjunto: rosto, corpo e cabelos... Não há nada de errado em querer ser bela. Pelo contrário, na medida certa é saudável, humano e faz parte dos sonhos de consumo dos dias de hoje. Mas as pessoas precisam descobrir o motivo verdadeiro que envolve essa busca pela perfeição. Se for para se sentir melhor com algo que incomoda e realmente não combina , tudo bem, vale a pena e certamente vai trazer resultados muito positivos.
Emoções confusas
O perigo surge quando a insatisfação não está no aspecto físico, e, sim na alma. Ou seja, quando as emoções e os pensamentos estão confusos por questões existenciais momento de vida, frustrações, desejos não correspondidos... Há uma teoria inconsciente de que ao se sentir bem fisicamente todos os problemas acabam. Isso é uma sensação ilusória. As angústias continuam e temos que lidar com elas, organizando nossas emoções. Quando a procura por uma aparência perfeita é desmedida, deixa de ser saudável para sinalizar um conflito interno grave.
A busca pela beleza é sadia quando traz melhor qualidade de vida. Costumo dizer que a palavra-chave para definir o sucesso de uma plástica é a felicidade. Se a cirurgia traz aceitação e auto-estima, o objetivo foi alcançado. Os recursos estéticos não são uma solução para os vazios emocionais. É preciso curar as angústias antes de realizar a mudança física. Caso contrário, de nada vai adiantar.
Quando o assunto é tornar-se mais bonita há dois perfis de mulher. O primeiro deles compreende as mulheres que sofrem de uma doença chamada dismorfia corporal. Elas não enxergam a realidade e se vêem muito mais bonitas ou mais feias do que realmente são. Ou seja, não vêem seus traços, defeitos e qualidades na proporção real e sim de maneira distorcida.
O segundo grupo abriga mulheres que não se sentem bem consigo mesmas, mas não sabem exatamente o porquê e se julgam feias. Às vezes, não sabem nem dizer o que gostariam de mudar. E o cirurgião plástico só tem condições de ajudá-las quando identifica o que está por trás desse desejo.
Cada mulher tem a sua própria beleza possível, que vem do reconhecimento de que é preciso aceitar o que não pode ser mudado e conviver com isso da melhor maneira possível. Ser bela está muito mais ligado a uma atitude interior. Uma atitude de serenidade e bem estar consigo mesma, aceitando-se plenamente.
Fonte: Minha Vida
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Dependendo da hora do dia, um resultado diferente;
conheça os melhores e piores horários para praticar exercício, estudar e até ir ao dentista
AMARÍLIS LAGE
Acordar cedo para correr. Em seguida, ir ao dentista. Às 14h, participar de uma reunião de trabalho. À noite, aula na faculdade. E uma consulta ao relógio à espera do último compromisso do dia: um encontro com os amigos para tomar uma cervejinha.
Agora imagine outro relógio, destinado a marcar outro ritmo: o do seu corpo. Nessa agenda interna, as coisas mudam. Quer correr? Então calce os tênis no início da noite, quando a força física aumenta e a suscetibilidade à exaustão é menor. Dentista de manhã? Só por masoquismo: à tarde, a sensibilidade à dor será menor e, caso seja necessário usar anestesia, ela terá efeito três vezes mais duradouro.
Talvez seja bom rever o horário da reunião: por volta das 14h, o corpo pede sono, e ficamos mais letárgicos. Quanto ao curso, uma dica: de manhã a capacidade cognitiva aumenta e facilita a aprendizagem.
Nem a tal cerveja escapa: o fígado metaboliza melhor o álcool entre as 17h e às 18h.
Esse relógio biológico, instalado no hipotálamo e composto por inúmeros outros relógios no corpo inteiro, é invisível. Parte dessa "agenda do corpo" está no livro "Sex Sleep Eat Drink Dream" (Sexo dormir comer beber sonhar), recém-lançado nos EUA e ainda sem editora no Brasil.
Jennifer Ackerman, escritora científica, avaliou pesquisas divulgadas nos últimos anos para simular uma viagem de 24 horas pelo corpo humano. Sem tom acadêmico, ela descreve os ciclos que regem nossa variação de força, de memória e de saúde em função do tempo.
Há dados curiosos, como as constatações de que o nariz escorre mais de manhã (às 8h). Mas também há informações sobre pesquisas que buscam estabelecer o melhor horário para remédios contra o câncer.
"Muitos de nós nos vemos como criaturas cerebrais, movidas principalmente pelo que vai em nossas mentes. Mas, frequentemente, nós somos movidos pelo que vai na parte inferior de nossos cérebros pelos escondidos e intrigantes altos e baixos, crises e triunfos do nosso corpo. Nós apenas não sabemos disso", disse Ackerman à Folha, em entrevista por e-mail. "Nós temos pouca consciência dos ritmos sutis que nosso corpo experimenta na pressão arterial, no nível hormonal, no apetite.
Graças a esses ritmos, há horas boas e ruins para atividades como revisar um manuscrito ou tomar decisões."
O contato com essas informações enquanto escrevia o livro fez com que ela mudasse alguns hábitos. "Estou mais atenta à importância do horário nas minhas atividades quando agendo reuniões, por exemplo, e passei a respeitar mais as necessidades do meu corpo, da prática de exercícios até a soneca à tarde."
Esse campo de estudo, chamado cronobiologia, "ocupa-se da organização temporal dos seres vivos", segundo Luiz Menna-Barreto, professor do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da USP (Universidade de São Paulo). A área contempla os ciclos curtos, como os dos batimentos cardíacos, e os longos, como a influência das estações do ano nas alterações de humor (a depressão é mais comum no inverno, por exemplo). Mas os ciclos mais estudados são os circadianos, referentes às mudanças que ocorrem ao longo de um dia.
Esses ciclos fazem parte da herança genética e estão escritos nos chamados "clock genes" (genes-relógio). Mas os aspectos ambientais são igualmente relevantes, especialmente a alternância entre luz e escuridão, diz Edson Delattre, professor do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). É a diminuição da luminosidade no ambiente, por exemplo, que estimula a secreção da melatonina, hormônio que induz o sono. O outro principal "sincronizador" do funcionamento do corpo, diz Delattre, é o convívio social, que estabelece horários para trabalho, alimentação e exercícios.
Pesquisas mostraram que, sem a variação de luminosidade e a influência social, o corpo passa por um processo curioso: ao depender só da carga genética, o ciclo de sono e de fome aumenta para 25 horas. "O que faz nossos ritmos se comprimirem em um período de 24 horas são as influências geofísicas e sociais", diz Delattre.
O estresse crônico também pode alterar esse ritmo, ressalta Claudio Kater, professor de endocrinologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele cita como exemplo o cortisol: produzido durante o sono, esse hormônio atinge seu valor máximo por volta das 6h é uma das substâncias envolvidas no processo do despertar.
Ao longo do dia, sua concentração diminui. O estresse crônico, porém, libera jatos de cortisol fora do horário padrão. O resultado? "Aumento da pressão, hiperglicemia, alteração do ritmo do sono, doenças cardíacas e até osteoporose", afirma Kater.
Doenças e seus ciclos
Por falar em doenças, elas também seguem ciclos. As crises de asma são mais freqüentes de madrugada, quando as passagens bronquiais têm seus diâmetros reduzidos em 8% para asmáticos, isso pode significar uma redução do fluxo de ar de 25% a 60%, o que agrava os sintomas da doença.
Já os ataques cardíacos são mais comuns de manhã, quando há uma elevação súbita da pressão arterial. Por isso, já foram desenvolvidos remédios para hipertensão que devem ser tomados após acordar orientação presente na bula.
A oncologia é uma das áreas que mais estudam a relação entre o horário de administração de um medicamento e seus efeitos no organismo.
"Há muito tempo se sabe, em experiências feitas in vitro ou em animais, que os efeitos das drogas são diferentes conforme o horário. Isso significa que um anticoagulante tem um efeito de manhã e outro à noite. Na oncologia, essa percepção é reconhecida há algum tempo e é um campo de investigação", diz Carlos José de Andrade, do serviço de oncologia clínica do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
Uma das características dos tumores é que, ao contrário das outras células do corpo, eles não seguem o ciclo circadiano.
"Nosso corpo depende de uma orquestração maravilhosa. O tumor é uma aberração desses controles, incluindo o do tempo. Normalmente, a replicação da célula é mais intensa em um horário do que em outro. Mas as tumorais crescem aleatoriamente."
O problema está em como utilizar essa informação de forma prática. Segundo Andrade, uma pesquisa divulgada em 2006 avaliou as diferenças entre a quimioterapia tradicional e a cronomodulada em pacientes com câncer de intestino.
"Não houve diferença na sobrevida dos pacientes como um todo. Entretanto, quando se avaliou os subgrupos, viu-se que, nas mulheres, o efeito foi deletério. Mas, para os homens, a cronobiologia foi benéfica. A pesquisa mostrou que ainda não conseguimos verificar como a cronobiologia pode ser usada, mas temos de averiguar", diz. "Talvez o futuro seja avaliar perfis de comportamento cronobiológico para ver quem pode se beneficiar da cronoterapia."
Como afirma Andrade, nem todas as pessoas compartilham o mesmo ritmo é fácil observar isso em relação ao sono. Enquanto alguns têm um perfil matutino, outros se sentem mais ativos à noite.
Essa variação não implica mudanças na saúde, na capacidade cognitiva nem no sucesso profissional ao contrário do que diz o ditado "Deus ajuda a quem cedo madruga", não há indicações científicas de que os matutinos tenham qualquer tipo de vantagem.
Segundo Delattre, de 10% a 12% da população são matutinos; 8% a 10% são vespertinos. A maioria, 80%, está numa situação intermediária.
Mas esse perfil muda ao longo da vida. Crianças e idosos tendem a ser mais matutinos. Na adolescência, porém, há um "atraso": os jovens sentem necessidade de ir para a cama mais tarde. Mas esse aspecto nem sempre é levado em consideração: os adolescentes têm de acordar cedo para ir à escola. Em Natal, pesquisadores do Laboratório de Cronobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte buscam alternativas para esse problema. Segundo a professora Carolina Azevedo, especialista em neurociência do comportamento, uma das pesquisas feitas na instituição atualmente avalia a reação de estudantes a três tipos de intervenção.
No primeiro grupo, eles receberam informações sobre hábitos saudáveis de sono e aprenderam que a exposição à luz artificial, como a do computador, atrasam o ciclo de sono e vigília. No segundo grupo, os jovens passaram a ter a primeira aula ao ar livre. No terceiro, as primeiras aulas foram de educação física. "Os ritmos circadianos tendem a se adiantar com a exposição à luz solar de manhã. Além disso, a atividade física interfere nos ritmos", explica Azevedo. Segundo ela, esse tipo de conhecimento é importante para a saúde. "Vários ciclos acompanham o de sono e vigília. Quando mexemos nos horários de dormir e de acordar, isso afeta tudo no corpo."
Ackerman traz, em seu livro, exemplos dos efeitos de alterações no sono. Ela cita pesquisas da Universidade de Chicago que mostram que a privação de sono leva a falhas no processamento da glicose, altera os níveis do hormônio da fome e afeta o sistema imunológico.
Em um desses estudos, foi avaliada a resposta à vacina da gripe em 25 voluntários sujeitos à restrição de sono. Dez dias após a vacinação, a resposta do sistema imune dos voluntários era muito inferior à observada em pessoas com sono normal. Além das vantagens do sono noturno, a autora também elogia a sesta. E escreve: "Se nós morássemos no Brasil ou no Panamá, poderíamos ir para casa para uma sesta. Mas nós não temos essa tradição civilizada, então lutamos contra o estupor". Bem, nós também não temos a sesta, Jennifer. Mas essa seria uma boa idéia.
COAGULAÇÃO >> Para evitar sangramentos, é melhor se barbear às 8h, quando as plaquetas, que levam à coagulação sangüínea, são mais abundantes do que nas outras horas do dia -o que também ajuda a entender por que ataques cardíacos têm seu pico nesse horário.
FERTILIZAÇÃO >> Nos homens, os níveis de testosterona atingem seu ápice às 8h, horário em que eles estão mais estimulados para a atividade sexual. Já o sêmen tem maior qualidade à tarde, com 35 milhões de vezes mais espermatozóides do que de manhã.
DOR >> Vá ao dentista à tarde, quando a sensibilidade à dor nos dentes é menor. Além disso, a anestesia aplicada em procedimentos odontológicos dura mais à tarde do que de manhã: o efeito da lidocaína é três vezes maior quando ela é aplicada entre as 13h e as 15h
SONOLÊNCIA >> Ondas de sono nos atingem a cada 1h30 ou 2h, algo ainda mais forte em pessoas vespertinas, segundo Mary Carskadon, da Brown University. Uma delas ocorre à tarde -estudos mostram que acidentes de trânsito causados por fadiga são mais comuns entre a 1h e as 4h e entre as 13h e as 16h. Um motorista tem três vezes mais chance de cair no sono às 16h do que às 7h
ÁLCOOL >> Beba aquela cerveja ou vinho entre as 17h e as 18h, quando o fígado é mais eficiente na desintoxicação do organismo. Em um estudo feito com 20 homens, aqueles que beberam vodca às 9h tiveram um desempenho pior em testes de velocidade de reação e funcionamento psicológico do que os que receberam a mesma dose às 18h.
CALOR >> A temperatura do corpo atinge seu ápice no fim da tarde. Pesquisadores de Harvard e da Universidade de Pittsburgh relacionaram a elevação da temperatura a uma maior capacidade de memória, atenção visual, destreza e velocidade de reação
EXERCÍCIOS >> Exercite-se no fim da tarde, quando a percepção da exaustão é menor, as juntas estão mais flexíveis e as vias aéreas, mais abertas. O corpo esquenta e, a cada 1oC de elevação, há um aumento de dez batidas cardíacas por minuto. Além disso, é possível ter um ganho de massa muscular 20% maior do que de manhã. A manhã é mais propícia a exercícios que exijam equilíbrio e acuidade.
CONCENTRAÇÃO >> Pesquisas de Lynn Hasher, da Universidade de Toronto, e Cynthia May, do College of Charleston, sugerem que jovens adultos se distraem mais facilmente de manhã quando são mais propensos a soluções criativas. À tarde, ficam mais concentrados e ignoram dados irrelevantes. Já adultos mais velhos são concentrados de manhã e vulneráveis à distração à tarde
ALERGIA >> Segundo Michael Smolensky, cronobiologista da Universidade do Texas, a resposta da pele a alérgenos como poeira e pólen é mais acentuada à noite.
MEMÓRIA >> Ainda segundo Hasher, a memória dos idosos diminui ao longo do dia. De manhã, eles esquecem, em média, cinco fatos. À tarde, cerca de 14. Jovens adultos tendem a ser mais esquecidos de manhã
CÂNCER >> A oncologia é uma das áreas com mais estudos em busca da relação entre o horário e a aplicação de medicamentos. Enquanto as células normais seguem um ciclo previsível de divisão celular, as dos tumores se multiplicam aleatoriamente
Fonte: livro "Sex Sleep Eat Drink Dream", de Jennifer Ackerman
Folha de São Paulo.com.br |
Fora de Moda PLUSIZE 46/52
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Na carona da Semana de Moda de Milão, inúmeros eventos relacionados com vestuário, acessórios e varejo acontecem na capital italiana da moda. Como ocorre na maioria das cidades, o burburinho da mídia, seja ela dirigida ou espontânea, alavanca negócios nem tão glamourosos quanto os desfiles e festas, mas que são significativos para a economia local.
Dentre os eventos já tradicionais relacionados com a moda italiana, está a Feira MilanoVendeModa, que ocorre em paralelo aos badalados desfiles de lançamento da coleção feminina Outono-Inverno 2008-09 dos mais renomados designers.
A novidade, como feira paralela dentro da estrutura da MilanoVendeModa, que realiza no período de quatro dias mais de 200 apresentações de coleções, é um salão inteiramente dedicado aos consumidores e consumidoras avantajados. A PLUSIZE 46/52 (um trocadilho em inglês que significa um tamanho a mais, com a alusão aos tamanhos europeus de roupas) promete revolucionar o mercado que até então era tratado como um nicho.
Na verdade, diversas pesquisas apontam para a obesidade como uma epidemia européia, e na era do consumidor soberano, a indústria da moda parece ter acordado finalmente para a realidade das ruas. Sabe-se que há uma enorme resistência da elite da moda em aceitar um padrão estético que seja distante do "loura, alta e magra". Mas a iniciativa milanesa parece já ser uma ação concreta de mudanças estratégicas da indústria desde o debate das modelos anoréxicas, iniciado em 2006 na Semana de Moda de Madri.
As empresas envolvidas na realização da PLUSIZE 46/52 declaram ter a habilidade de oferecer aos consumidores um amplo e variado conjunto de produtos para aqueles que procuram estar conectado com a moda e não se encaixam nos padrões convencionais de tamanhos das roupas. Além disso, na edição do setembro do ano passado, o evento discutiu as novas regras para a padronização dos tamanhos de manequins dentro da Comunidade Européia.
Nesta quinta (21 de fevereiro), o assunto em pauta será relacionado com moda e saúde. Uma conferência paralela aos eventos de Milão promete promover um debate a respeito das regras e convenções não escritas, mas que estão sedimentadas no coração da sociedade ocidental e nos sistemas de produção de bens e serviços.
Na verdade, as empresas temem mudanças estruturais nos padrões estéticos, visto que há diversas indústrias envolvidas neste sistema. É realmente menos complexo desfilar roupas em modelos magras, que por sua vez conhecem o padrão que devem consistentemente controlar em seus corpos para terem trabalho em nível global.
Da mesma forma, as empresas que fabricam os manequins, os cabides, e material de exposição de produtos seguem um padrão consolidado. A migração da grade de tamanhos da indústria do vestuário para algo mais diverso é possível, mas envolve altos investimentos, que podem ainda reverberar em indústrias complementares.
Não se pode ainda esquecer que uma das vertentes da moda é a veia artística que pulsa em cada profissional das indústrias criativas. Nesse sentido, a imposição de um padrão estético parece ser inaceitável para estilistas, editores, produtores, fotógrafos, ilustradores e etc. Vale relembrar as aventuras em quadrinhos de rechonchuda Lulu, personagem criada por Yves Saint Laurent nos anos 50 e 60.
Para completar, a indústria cosmética (que inclui cirurgias estéticas) e a indústria da saúde (que inclui academias e fórmulas de emagrecimento) sabem que poderão perder mercado se as pessoas se sentirem felizes e socialmente mais aceitas se tiverem uns quilinhos a mais. Mas, de acordo com pesquisas recém divulgadas, ao contrário do movimento de auto-aceitação da sua natureza, é crescente o número de consumidores que se preocupam com a melhoria da sua aparência física, mesmo que por meio de intervenções.
Talvez por isso, voltando à moda milanesa, a PLUSIZE 46/52, apesar de todos os esforços e mobilização, não foi incluída na programação oficial da Semana de Moda de Milão. Segundo Francesco Casile, o organizador da feira, a indústria da moda reconhece a importância da moda saudável e da necessidade do respeito à diversidade de formatos de corpos, mas ainda prefere deixar as gordinhas longe dos holofotes.
Pelo visto, o assunto é mais que atual e passível de muita discussão. Observa-se ainda o aumento da bola de neve, que já transcende as fronteiras da moda. Paira no ar um clima, literalmente, mais pesado.
Maria Alice Rocha é doutora em moda pela University for the Creative Arts de Rochester, Inglaterra, e professora e pesquisadora de moda, vestuário e consumo na Universidade Federal Rural/PE.
Terra.com.br |
O que são alguns minutos de prazer diante da eternidade?
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3D BRAZIL, muito legal!!!...
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O que faz você engordar? ΞΞΞ":◦.»ώ«.◦:"ΞΞΞΞΞΞ ":◦.»ώ«.◦:"ΞΞΞ
Além das calorias a mais, descubra por que os quilos extras não somem.
Atento às orientações dos especialistas em nutrição, você já sabe o que fazer para manter um cardápio equilibrado: fica de olho no valor calórico dos alimentos, privilegia nutrientes importantes ao organismo e evita os doces e as tentações fritas. Mas, nem assim o ponteiro da balança desce. O mistério certamente vai ser desvendado quando você consertar alguns outros hábitos que influenciam no ganho de peso. (Faça uma avaliação nutricional gratuita e receba cardápios diários ideais para você).
Para começar a explicação, a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, imagina uma balança com dois pratos. Vamos supor que, em um prato, temos a quantidade de energia fornecida pelos alimentos. No outro, a quantidade de energia gasta pelo corpo, completa. A partir daí, três situações são possíveis. Em uma delas, os dois lados estão iguais, mantendo o equilíbrio do peso corporal. Quando o lado da energia consumida é maior, o aumento de peso acontece, pois o excesso é guardado em forma de gordura. O contrário acontece quando o lado da energia gasta é maior que o da consumida. É justamente este desbalanceamento que leva à eliminação dos quilos extras. (Mantenha seu cardápio longe dos mitos).
A conclusão é que a subida do ponteiro da balança realmente se dá por causa das calorias desnecessárias e não gastas. O engano está em achar que os culpados são somente os alimentos ricos nelas. Roberta esclarece que os nutrientes fornecedores de energia são quatro: carboidratos, proteínas, gorduras e álcool.
Sendo assim, não importa o tipo de alimento ou padrão alimentar seguido, mas sim, a quantidade deles. Se a ingestão de alimentos que oferecem bons nutrientes, como legumes, frutas, verduras e cereais integrais, for exagerada, o ganho de peso também vai ser notado. (Mate a vontade de comer bobagem).
Evidentemente que, priorizando os alimentos menos calóricos, é mais fácil economizar calorias. Ao comer um bolo recheado, você consome muito mais calorias do que comendo uma fruta. Por outro lado, se comer seis frutas pode chegar ao valor calórico do bolo, exemplifica a nutricionista.
Para emagrecer, é preciso dar preferência aos bons alimentos, mas, ao mesmo tempo, adequar a quantidade deles, garantindo que não haja excesso calórico. (Fuja da gelatina, sem deixar a sobremesa nem a dieta de lado).
Maus hábitos engordam
Somadas às calorias abundantes, algumas atitudes na hora de sentar à mesa juntam pontos a favor do excesso de peso.
Confira a lista, entenda como os maus costumes influenciam no ponteiro da balança e certifique-se que tais hábitos não fazem parte da sua rotina alimentar.
Jejum prolongado: ao passar muitas horas sem ingerir nada, a fome se acumula e você fica mais vulnerável aos abusos. Para driblar o inconveniente e evitar que os quilos a mais se instalem, a nutricionista do Minha Vida aconselha a dividir o menu diário em cinco refeições. Entre elas, café-da-manhã, almoço, jantar e lanches intermediários. (Volte ao seu peso normal sem passar fome).
Corte de refeições: o café-da-manhã costuma passar batido por muitas pessoas, apesar de se destacar como uma das principais refeições do dia. Os alimentos consumidos nas primeiras horas do dia quebram um longo período de jejum, esclarece Roberta Stella. Além disso, o café-da-manhã conta com a participação de alimentos fornecedores de nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo, como o leite e seus derivados, ricos em cálcio. (Monte um banquete de nutrientes no café-da-manhã).
Petiscar sem parar: o maior problema de não estipular horários para fazer as refeições principais e os lanches intermediários é que o descontrole pode te levar a beliscar o dia todo. O costume é atalho certo para o excesso de calorias, já que é fácil se perder na quantidade das porções ingeridas. (Petiscar entre as refeições arrasa sua dieta).
Não beber a quantidade ideal de água: além de hidratar o corpo, a ingestão regular faz com que a sensação de fome seja retardada. O consumo de, pelo menos, dois litros diários de água combinado com as fibras dos alimentos melhora a função intestinal , comenta a nutricionista sobre mais um beneficio da ingestão correta da bebida. (Águas saborizadas fazem dois litros parecer pouco).
Trocar água por sucos: embora os sucos naturais sejam boas fontes de nutrientes, eles não podem substituir a água livremente. Os sucos são calóricos e a ingestão excessiva não é recomendada. Para se hidratar nos intervalos das refeições, prefira água natural ou chá com adoçante. Os sucos podem entrar em cena nas refeições principais, não ultrapassando a medida de um copo de 200 ml , aconselha a especialista. (Explore as frutas e suas variações).
Comer rapidamente: deixe a correria de lado e reserve, pelo menos, 30 minutos para fazer suas refeições, em um ambiente calmo e agradável. De acordo com a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, ao se alimentar em pouco tempo, você deixa a textura e o sabor dos alimentos passar despercebidos. Outra agravante é que o cérebro não tem tempo suficiente de captar a sinalização de saciedade. Resultado: provavelmente, você vai consumir mais do que precisa.
Fonte: Minha Vida
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A Importância do Sono
Dra. Regeane Trabulsi Cronfli
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É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo "treinado" para dormir menos nos permita ampliar o número de "horas úteis" do dia, mantendo o mesmo desempenho.
Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.
Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes .
Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção.
Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora).
Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.
O sono e os hormônios
A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.
As Fases do Sono
Fase 1 Melatonina é liberada, induzindo o sono (sonolência)
Fase 2 Diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, (sono leve) relaxam-se os músculos e cai a temperatura corporal
Fases 3 e 4 Pico de liberação do GH e da leptina; cortisol começa (sono profundo) a ser liberado até atingir seu pico, no início da manhã
Sono REM Sigla em inglês para movimento rápido dos olhos, é o pico da atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos. O relaxamento muscular atinge o máximo, voltam a aumentar as freqüências cardíaca e respiratória
Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.
A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.
Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve à taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).
Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.
É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, conseqüentes da falta do sono necessário.
É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.
Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.
Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória.
Conselhos para Dormir Melhor
· À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").
· Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo.
· Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
· Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
· Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
· Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
· Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
· Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono
A Autora
Dra. Regeane Trabulsi Cronfli, médica formada pela Faculdade de Medicina da USP, especialista em Endocrinologia e Metabologia. Tel. (11)3862-9351 .
Cortesia de Árvore do Bem
Insônia está relacionada a hiperatividade.
Enquanto vc não desligar-se de tudo vai ficar aceso(a) de noite.
A.C. eu não dormia era insone. Amigo(a) me preocupo com sua insônia.
Sei que passas de madrugada por aqui, oro com a bênção sacerdotal Nm 6:22:
O Senhor te abençoe e te guarde;
O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti,
e tenha misericórdia de ti;
O Senhor sobre ti levante o teu rosto e te
abençoe com a paz.
Em Nome de Jesus. Amém.
CREIA PARA VER.
Te amo Em Cristo.
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Oh!!!!! Sem comentários. Veja
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Teto pintado em fumódromo
Tá bom é engraçado!, mas quem já fumou sabe que a libertação do vício é milagre.
Esse foi o primeiro e maior que Jesus fez na minha vida, porque eu fumava todos...
Cruel, como uma mulher perguntar à outra porque está tão gorda, se não queria ser diferente?, como aconteceu comigo hoje, graças a Deus, estou liberta do maior complexo de minha existência, apesar de ainda ser um tanto reclusa por isso.
Meu Deus!, se ela soubesse o quanto pesquiso e faço para sair desse perfil ainda vou ser atleta, eu vou conseguir!
Não é apologia ao fumo, mas vamos dar uma trégua aos pobres viciados, só quem já fumou sabe como é cruel sair dessa.
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Pintar o cabelo em casa vale a pena?
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Confira os cuidados e recomendações de profissionais para encarar uma tintura sozinha
Mulher adora experimentar novidades, especialmente se a promessa for dar uma renovada (e melhorada) no visual. Neste quesito, os cabelos costumam ser os campeões das mudanças. Mesmo as que tremem só de pensar em cortar as madeixas normalmente já mudaram a cor dos fios uma, duas ou dezenas de vezes. (antes de mudar cor, previna acidentes com cuidados especiais aos seus cabelos)Mas, às vezes, o orçamento ou a preguiça tiram o ânimo para ir a um cabeleireiro, e aí fica a dúvida: pinto o cabelo eu mesma em casa? De acordo com Antonio Ferreira, colorista do Studio de Beleza, no Rio de Janeiro, a resposta é sim, desde que a troca de cor não seja muito radical e esteja focada em retoques de raiz, feitos com tonalizantes. (conheça os benefícios dos cosméticos à base de frutas)
"O tonalizante é bom porque sai com as lavagens. E não compromete a cor", diz Antonio. Ele avisa que mudanças de cor radicais ou em nuances devem ser feitas somente pelo profissional responsável pela coloração. O mesmo conselho serve para o uso de tintas permanentes ou semi-permanentes. "Se a cliente usar uma tinta permanente em casa, corre o risco de ter os fios manchados", alerta o colorista. (cortes repicado para quem não tem tempo de ir ao salão com freqüência, saiba o que pedir ao cabeleireiro)
Antes de comprar a chapinha, saiba tudo sobre ela.
A cor da coragem
Mas, para quem se sente apta a dar uma mudada de visual sem deixar o conforto do lar, o cabeleireiro Cléber Lopes, do salão Cléber Lopes, de São Paulo, explica que existem tintas que ressecam menos os cabelos. No entanto, a decisão depende do seu tipo de fio e da tonalidade escolhida. Se for para escurecer, é um tipo de tinta, para clarear, outro. Os tonalizantes geralmente são menos agressivos do que as tinturas. A henna é uma opção mais natural, só tome cuidado com a marca, já que existem muitas no mercado que têm uma qualidade muito baixa , alerta.
Para ajudá-la a escolher a tintura mais adequada, selecionamos, com a ajuda dos profissionais, um guia básico com os tipos de tinta e as dicas para quem vai fazer todo o processo sozinha. E mãos à obra:
Entendendo as tintas
Tintura Permanente É a que mais contém química, possuindo água oxigenada na composição que, quando age em conjunto com a amônia, altera a melanina descolorindo os fios para depois acrescentar a nova tonalidade. É ideal para quem está atrás de mudanças radicais, mas normalmente exige aplicação profissional, pois não tem volta. As chamadas Fantasy Colors, aquelas em tons coloridos, como azul, rosa ou roxo, são as mais trabalhosas: para ficarem da cor da embalagem exigem uma descoloração total e, em sete lavagens, já estão desbotando. (com receitas caseiras, hidrate a pele e os fios)
Tintura Semipermanente ou Tonalizante não possui amônia, ou seja, não clareia o cabelo e, como a tinta não chega até a parte interna dos fios, cria apenas uma cobertura colorida. Na medida em que você vai lavando o cabelo, a cor vai saindo. Henna - ótima opção para mudar a cor dos cabelos sem afetar a estrutura dos fios, mas costuma deixar o cabelo ressecado, ou seja, exige hidratação constante. Tem efeito cumulativo, ou seja, quanto mais você reaplica (a cada 20 ou 30 dias), mais forte fica o efeito. Pode ser usada sem susto durante a gravidez.
Check list para a tintura em casa
Teste sua sensibilidade ao produto antes de aplicar basta fazer a prova passando um pouco no pulso ou antebraço e, se sentir coceira, irritação ou ardência, não faça!
Se você usa normalmente gel, cera, mousse ou silicone, lave os cabelos um dia antes da tintura e deixe-os sem nada até a hora de pintar.
Evite lavar os cabelos 24h antes da tintura, a oleosidade natural ajuda a proteger os fios e couro cabeludo da química
Não pinte as sobrancelhas, isso só é feito em casos muito específicos, por exemplo quando a mudança é muito radical e você tem sobrancelhas bem grossas (veja aqui como ter uma sobrancelha leve e bem delineada)
Passe uma pomada de silicone na testa, orelhas, ao redor do rosto e na nuca, sem tocar os fios de cabelo para evitar que a tinta manche a pele
Divida o cabelo em mechas para garantir que não vai esquecer nenhum pedacinho na hora de pintar
Comece a aplicação pela nuca
Siga corretamente todas as instruções da embalagem do produto e não pule etapas
Depois de tingir, procure usar xampus e condicionadores específicos para cabelos tingidos
Evite tomar banho com água muito quente, pois o vapor ajuda a desbotar a tintura
Se o seu cabelo já for tingido e você quiser mudar a cor, não encare essa sozinha, prefira um cabeleireiro, pois passar uma tina em cima da outra pode resultar em desastre! Lembre-se: tintura não clareia tintura.
Que cor escolher?
Cartelas da moda: a tendência para este inverno são os marrons, acobreados e os louros mais dourados. Segundo a Casa Mauro Freire, de São Paulo, a inspiração do tom deve vir do natural: castanhos suaves e louros reluzentes e brilhantes. Já Sônia Nesi, do Studio de Beleza Sônia Nesi, Rio de Janeiro, diz: "É preciso escurecer para tratar os cabelos. E o outono é a melhor época para fazer isso". Ela recomenda marrons intensos e acobreados, com mechas que variam do acobreado ao mel.
Tipo de pele: se você tem a pele rosada, a mesma da atriz Kirsten Dunst e da brasileira Mariana Ximenes, aproveite: quase qualquer cor fica bem, menos o preto intenso, que pode ficar pesado demais. Aposte nos loiros intensos, dourados, acobreados, vermelhos vivos, ruivos e marrons. Já se sua pele é mais para o amarelado, como Lucy Liu ou Daniela Suzuki, o melhor é investir em ruivos e tons de castanho. Cuidado com os louros, que podem deixá-la com cara de cansaço. Para as donas de peles morenas e negras, como Camila Pitanga e a cantora Beyoncé, as barreiras hoje já caíram e os vermelhos, pretos, achocololatados, e tons café e acobreados são ótimas opções. Louro, só para as mais fashions e ousadas, com estilo para o contraste.
Minha Vida .
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Você só fica careca se quiser
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Hábitos saudáveis e remédios são capazes de frear a calvície
Se você tem certeza de que vai ficar careca só porque seu pai e seu avô foram perdendo os fios com o passar dos anos, relaxe. Hoje em dia, sabemos que a dieta e o estilo de vida têm uma influência tão importante sobre a calvície quanto os caracteres hereditários , afirma o médico tricologista Eduardo Paez, do Instituto Lane. (faça uma avaliação nutricional grátis).
Viver nervoso, por exemplo, é um atalho certo rumo à queda capilar acelerada. Isso porque os músculos do alto da cabeça, nessas condições, tendem a ficar permanentemente contraídos, dificultando a circulação sangüínea e levando ao enfraquecimento do cabelo. Além disso, o estresse pode interferir no sistema imunológico e acarretar a formação de seborréia e outros problemas , explica o médico.
Outra maneira de evitar o desconforto é cultivar uma alimentação rica em proteínas e sais minerais como cobre, ferro e zinco. Todos esses nutrientes têm relação direta com a boa nutrição capilar e incluí-los no cardápio é o mesmo que empunhar um escudo contra a perda dos cabelos. (guia de alimentação dá todas as dicas para a dieta saudável).
E pare de fumar se você pretende mesmo chegar à velhice sem precisar se esconder sob um boné. Uma pesquisa recente do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiu mapear com exatidão o tamanho do estrago causado pelas tragadas tóxicas.
Depois de analisarem amostras de tecido de 1.241 homens fumantes e não fumantes, os estudiosos constataram que o hormônio DHT, particularmente ligado à calvície, aparecia em índices até 13% superiores entre os adeptos do cigarro.
Se o seu negócio é dar uma tragada entre um problema e outro para aliviar a tensão, é hora de mudar de método. Que tal apostar nos exercícios físicos? Por um lado, você deixa de ingerir as substâncias tóxicas contidas no cigarro e, por outro, passa a usufruir dos benefícios de um bom treino.
O equilíbrio trazido pela prática de esportes restaura a saúde de todo o organismo, inclusive a dos cabelos , afirma o especialista do Instituto Lane. Ele lembra ainda que os exercícios constantes favorecem a liberação de neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e endorfina, que ajudam a baixar a ansiedade.
Sim, você acertou: a prevenção aqui também é o melhor remédio. Até porque os medicamentos disponíveis não revertem um quadro de calvície. Os cabelos que você perdeu não voltam a nascer , diz o tricologista. Os medicamentos interrompem o avanço do problema, o que já representa uma grande melhora .
Mas nada de tomar nenhum comprimido sem orientação médica. A queda de cabelo tem muitas causas e a escolha do medicamento certo vai depender do diagnóstico exato, reforça Eduardo Lane. Isso sem esquecer os efeitos colaterais trazidos por algumas fórmulas. Eles vão desde uma simples (mas inconveniente) coceira até alterações na pressão e nos batimentos cardíacos, sudorese e diminuição do desejo sexual. (proteja-se contra a impotência).
Fonte: Minha Vida
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